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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

642 coisas: 100 coisas para fazer antes de morrer.

Foto desse post MARAVILHOSO, vale a pena você ver. :)  (clica aqui)
Eu queria dividir aqui uma coisinha que decidi fazer: como você deve saber, eu faço (quando sinto vontade) alguma coisa da lista 642 coisas para escrever, e o tópico 129 dela é escrever uma lista de coisas para fazer antes de morrer. (Vou COM CERTEZA cumprir todas? Provavelmente não. Mas é legal pra acompanhar como certas coisas eram muito importantes e depois não fazem mais sentido. 

Dado esse fato, eu tinha feito a lista só em formato de publicação pro blog mesmo, mas como eu estou numa vibe meio "realizar coisas sérias na minha vida", decidi tornar ela física, pra eu sempre me lembrar de adicionar e conquistar meus sonhos.

É uma lista BEM pessoal, então eu não irei compartilhar aqui, mas queria deixar como inspiração, pra que a gente nunca se esqueça das coisas que temos que correr a trás que podem nos trazer felicidade. (mesmo que se forem pequenas). (:
Eu editei, mas o arquivo original para imprimir uma lista como a minha, é esse aqui: (x)




quinta-feira, 14 de maio de 2015

A improvável Jornada de Harold Fry | Rachel Joyce (em PDF)

Um pequeno e breve aviso: Desde a resenha do livro Orgulho e Preconceito, todas as minhas próximas resenhas serão em PDF. Por quê? Por quê? Bom, a grana anda curta, mas a minha sede por leitura, nunca. Por isso o meio mais fácil de continuar lendo é por PDF. (:

Quando eu comecei com essa história, eu realmente esperava que ela fosse inspiradora, tanto pelo título como pela sinopse em si.


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Inglaterra. Harold é um senhor, casado com Maureen e pai de David. Ele agora vive só com a esposa e os dois lidam dia a dia com as imperfeições e mágoas do passado particulares. Um dia, Harold recebe uma carta de uma velha amiga, em que anuncia que está doente mas que deseja tudo de bom para ele. Quando Harold sai de casa para postar a resposta á carta, ele acaba decidindo que por erros do passado deve ir encontrar Queenie, e que fará isso, não de carro, nem de ônibus, nem com qualquer meio de transporte tradicional, mas a pé.
E é nessa caminhada que ele reflete sobre sua vida, e conhece pessoas peculiares, pessoas essas que até podem parecer triviais, mas que acima de tudo, cada uma delas carrega dentro de si tristezas e alegrias, quando ninguém mais dava nada por elas.


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De cara, o Sr. Harold me lembrou muito o  Sr. Fredericksen de "Up! Altas Aventuras", e a minha referência da Maureen (sua esposa) também foi da Ellie, (só fisicamente, por que ambos tem histórias bem distintas) mas provavelmente isso aconteceu por que eu não tinha o costume de ler muitas histórias em que um senhor de idade é o protagonista (sabe, Sherlock ou Poirot são diferentes...). Mas ao decorrer das páginas, o Harold toma novas formas, ele oscila muito entre um senhor de idade e uma criança de 10 anos. Não por que esteja doente, ou coisa do tipo, mas por que a escrita da Rachel é peculiar, e ela trabalha muito bem o passado e presente do personagem, e você nem percebe que não está mais na mesma linha cronológica, e nem que voltou a ela.


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Todos os inícios de capítulos tem uma ilustraçãozinha, que resume com delicadeza o capítulo. E logo quando eu estava sentindo a falta de uma mapa da Jornada do Harold, eu descobri que no final tem a gravura ao lado.

É impressionante o quanto o livro é denso no seu assunto. Por mais que ele seja "fino" em questão de páginas, eu não conseguia ler muito em um dia só, por que ele me consumia muito, e eu me senti sufocada por todos aqueles sentimentos. O modo como uma paisagem, uma comida, ou um gesto qualquer, por exemplo, despertavam lembranças nos personagens, acabou atingindo a minha vida duplamente, e eu chegava a sonhar, ou em me perder em lembranças da minha vida, assim como o livro. Ele é absurdamente humano. Absurdamente excesso em sentimentos. Me identifiquei com o Harold de várias maneiras, em como por exemplo ele se via sem jeito, com vergonha, quando um sem noção falava coisas intimas para ele. Harold é completamente humano, o modo como ele reflete os seus erros e sofre com isso é triste, ou como quando ele se enche de esperanças quando está quase desistindo é animador, e é isso que nos aproxima do personagem, ele sobe e desce como uma montanha russa, e como a vida real.

O livro é perfeito? Não. Ele pode ser maçante, até por conta das sucessivas repetições da caminhada do personagem. Mas ele não chega a ser chato. Com duas ou três páginas por dia, ou com um capítulo a cada dia, você consegue e quer terminar a leitura, quer entender o por que de tal e tal personagem agir assim, e sem querer se envolve com todos eles, quer o bem a todos, e não odeia nenhum. Nenhum mesmo. Mesmo quando parece que aquele personagem é um porre, ele não é. 


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O último livro em que eu chorei (e o primeiro também) foi Eleanor e Park, e bom... A improvável Jornada de Harold Fry também entra na lista. MEU DEUS DO CÉU, como ele é triste. Chorei confesso, me emocionei várias e várias vezes e fiquei muito feliz por ter tido espaço no final para rir. Ele foi tão simples, mas de uma importância tão grande para a história e para os personagens, que acabou se tornando especial para mim.

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É realmente um livro oito ou oitenta: você pode realmente amá-lo ou realmente odiá-lo. Pessoalmente, valeu a pena a demora para ler (até por que eu só demorei tanto por que ele é muito denso nos sentimentos), no final a gente fica com uma esperança e força de vontade de fazer as coisas nas nossas vidas certas e sem medo.



"A Improvável Jornada de Harold Fry" foi vencedor do britânico National Book Award na categoria de melhor livro de estreia e finalista do prestigiado Man Booker Prize.


Editora: Suma Letras

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Orgulho e Preconceito | Jane Austen (em PDF)


Yey! FINALMENTE, depois de longos 19 anos, eu consegui ler Orgulho e Preconceito (só que em pdf, pois é). Toda essa demora é calculada em muitos fatores, mas principalmente por que eu sempre colocava outro livros na frente da compra. Mas enfim eu consegui. Agradeço imensamente por essas pessoas que disponibilizam os pdf's dessas obras na internet, ainda mais traduzido (por que é mais comum você encontrar eles legalmente em inglês).


Sempre quando eu pego uma obra da Austen nas mãos eu sinto que deveria também estar com um mapa ao meu lado.  Austen era britânica e muito nacionalista. Ela amava a Inglaterra, e fala de cada cidade como se fosse comum aos olhos de todo o leitor. Pode ser talvez que a moça nunca tivesse a dimensão de até onde os seus escritos iriam, e pensasse que somente alguns leitores ingleses o leriam. Por isso, ouvir falar de tal e tal cidade não é tão íntimo para quem não o conhece.



Conta-se a história da família Bennet. Elizabeth, Jane, Mary, Lydia e Kitty são irmãs e Mrs. Bennet e Mr. Bennet os pais. Basicamente o livro se concentra na preocupação que a mãe das meninas tem em encontrar um marido para cada uma das filhas o mais rápido possível, e desde que isso envolva grandes vantagens, como dinheiro, casa e título. Lydia e Kitty são as mais assanhadinhas para que isso aconteça, embora Kitty esteja sempre sendo persuadida pela irmã. Elas tem um enorme interesse nos homens oficiais e nunca perdem a oportunidade de ir até a cidade para os encontrarem. Mary estuda piano e é reservada, a autora não entra muita nos conflitos dela. Elizabeth e Jane são as irmãs mais velhas e amigas mais próximas. Elizabeth é... volúvel. É ela quem cresce com o decorrer da história, quem aprende, erra, sofre, e ama. Jane é mais quieta, embora ela sofra com os seus conflitos, não toma muitas ações e nem abre muito a boca para tentar corrigir coisa alguma. Ela também `e incapaz de pensar mau das pessoas. Elas são de longe as personagens mais íntimas (e talvez) prediletas da autora.
Mr. Bennet, o pai, é reservado e deixa as filhas muito "a soltas", mas as ama profundamente tanto quanto sua mulher, ao ponto de tolerar todos os seus chiliques. Mrs. Bennet é louca, ambiciosa, e tenta sempre encontrar uma desculpa pra os erros de suas filhas mais novas, Lydia e Kitty.

É sob esses personagens que Austen desenrola a história. E como em todas, o livro é repleto de bailes. (Parece que essa era a principal diversão naquela época.) E são nesses que Jane conhece Bingley e Elizabeth conhece Darcy.



Ao contrário de Jane e Bingley que se apaixonam instantaneamente, Darcy e Elizabeth tem os seus conflitos. Embora ele pouco fale, ela o acha inconveniente, mesquinho e o detesta ainda mais quando descobre por meio de um rapaz, Wickham, que Darcy cometeu contra ele a maior de todas as injustiças, sendo portanto, visto como um homem sem qualquer moral. Já para Darcy, Elizabeth chama a sua atenção por não querer sempre o agradar.

Elizabeth se deixa levar pelos pensamentos e crenças dos outros muito facilmente. Por isso ela é o "Preconceito" do livro. Ela se sente atraída por Wickham, unicamente, por que ele sorri belamente, é educado, e por que sofreu nas mãos de Darcy. (isso me chocou, confesso.)
Darcy é qualificado desde o início como "Orgulhoso", seja por sua muito estima por sua família, e seu título, seja por suas palavras grosseiras e ações indiferentes.





Essa é basicamente o tema do livro: em como os atos de outras pessoas podem ser facilmente levados erroneamente  sem que a gente saiba o lado de ambas as partes. Sem contar que a Austen mostra de maneiras bem sutis (e acho que isso está em todas as suas obras) em como uma sociedade pode ser fútil, egoísta, mesquinhas, mas também que nem tudo é o que parece ser, e ás vezes algumas pessoas podem ter certas razões para agir de tal ou tal modo.



É um livro delicioso de ler. Eu demorei acho, que uma ou duas semanas, mas também por que sempre acontecia alguma coisa pra atrapalhar, (tinha vezes que eu ficava meia hora tentando interpretar uma parágrafo de cinco linhas hahaha) só que mesmo assim foi leve e fluída, as horas passavam muito rápidas, e todos os personagens amáveis são amáveis e os odiáveis são odiáveis mesmo. Não tem o vilão que a gente ama, nem o mocinho que a gente odeia, sabe?
Eu gostei muito do final, principalmente por que a Austen se mostrou mais na escrita, em que era ela que estava ali, ela estava mais pessoal, e isso quase me fez sentir do lado dela. (: (ás vezes eu me perguntava se a personagem Jane não teria alguma coisa escondida da autora. É esquisito para um autor colocar o seu nome de um personagem na história, então se ela colocou será que entrelinhou alguma verdade? hehe)

Falando do filme: assisti pela terceira vez e chorei confesso. É uma obra muito bem feita. Em toda a minha leitura do livro eu vi (sério) a Keira como a Elizabeth, ou o Matthew como o Darcy; a família Bennet em peso tinha uma personalidade muito fiel entre filme e livro. Todos os personagens do filme foram muito bem interpretados e eu aplaudo de pé!
Ao contrário do filme, que desenrola os acontecimentos muito e muito rápido, no livro a autora se prolonga mais com os fatos, como por exemplo quando a Lydia foge com o Wickham, isso dura longos capítulos, e ela descreve extensamente a dor dos pais, e todas as viagens que tal e tal personagem fazia para tentar encontrar os fugitivos. Mas ainda assim eu entendo que é uma obra baseada em outra obra, não dá pra ser de todo fiel. (Eu só queria que a cena alternativa do filme americano tivesse permanecido. :/ Ingleses... Por que sempre tão certinhos? hehe)


Orgulho e Preconceito tem 335 páginas, e foi escrito em 1813.
Editora: Abril
Digitalização e Revisão (do arquivo): Vick
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