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sábado, 23 de fevereiro de 2019

Romance is A Bonus Book | Kdrama, dramas coreanos.

Instadayz.com

São tempos difícies, mas eu voltei. 😊

Voltei a escrever por que comecei a assistir uma série coreana chamada Romance is A Bonus Book (Romance é um Livro Bônus) que retrata tudo o que eu precisava nesse período da minha vida: alívio, comicidade, sensibilidade e empatia. 

Dan-Yi é uma mulher divorciada, mãe de uma filha, desempregada e sem onde morar. Ela é a melhor amiga de Cha Eun-Ho, os dois se conhecem por acaso, constroem uma amizade durante os anos, e agora nesse momento difícil da vida de Dan-Yi encontram um no outro a ajuda que precisam. O problema é que Eun-ho é apaixonado por Dan-I, muito antes dela se casar e mesmo depois, além disso o fator dele ser mais novo do que ela contribui para o desenrolar da trama. E a história se desenvolve nesse relacionamento de sedução e descobrimento de um homem mais novo que não consegue se expressar em palavras o que se sente, e ela que mesmo mais vivida e maliciosa não percebe os sentimentos dele. 

Além da trama principal, a série toca em outras assuntos muito bonitos também, como o amor das pessoas pelos livros, o difícil trabalho dos escritores, e a atual situação em que vivemos em termos de tecnologia onde parece que papéis e livrarias estão acabando. A série conversa sobre sentimentos humanos, sobre se colocar no lugar do outro, e em como ele sente. Você gostaria de ser tratado dessa maneira? Então por que maltratou o outro?




"Sem tomar meu partido ou em fazer um grande drama, só em dizer "eu entendo como você se sente" teria sido suficiente para mim. Em vez de me dar conselhos, ou me reconfortar, se solidarizar. "Eu sei como você se sente", é isso o que eu esperava de você."

Talvez ela te toque mais profundamente se você já sonhou em ser escritor, ou se entrou em desespero quando não sabia o que fazer no seu primeiro dia de trabalho, ou quando você amou alguém mas nunca foi correspondido.

Eu amo as cenas domésticas como o simples ato em tomar café da manhã, ou colocar alguém para dormir, são momentos que você consegue mergulhar na história por que são momentos do dia a dia.

A série é divertidissíma e feita para chorar nos primeiros minutos do primeiro episódio (eu sou bem chorona, mas é capaz que você se emocione também, acho meio difícil alguém não se emocionar com a Lee Na-Young, atriz que interpreta a Dan-Yi.)

A série está na Netflix! Todas às terças feiras saem dois novos episódios. Espero que tenha te convencido a assistir e espero que você a ame tanto quanto eu! Deixe a sua opinião nos comentários. 💗

sábado, 23 de abril de 2016

Arrow: por que tão complicado escritores?

 CONTÊM SPOILERS. 

Fonte: hdqwalls

Há quase um ano eu escrevi sobre Arrow. (x) E foi uma época em que eu esperava muito da série, e principalmente muito dos meus personagens favoritos. Mas como você deve saber, os últimos acontecimentos da quarta temporada me destruíram como fangirl.

Eu ainda não sei como escrever sobre isso. São muitos sentimentos embaralhados, muitas perguntas e quase nenhuma resposta. Mas vamos lá.

Marc, um dos produtores de Arrow decidiu que como arco para desenvolver a história do arqueiro ele deveria matar algum personagem importante, e que dentre TODOS seria Laurel Lance, a então Canário Negro.

Eu não sei se você acompanha quadrinhos, (eu particularmente não tenho muito tempo e dinheiro mas li todo o especial do Green Arrow e da Black Canary e já dava pra notar a lenda que esses dois eram) mas na minha visão pessoal matar a Canário é quase o mesmo que matar Bruce Wayne. Entende? E não é por que Laurel é uma mulher que é menos importante. Ela tem tanta importância quanto e história. Mas segundo Marc, eles estão fazendo SUA PRÓPRIA VERSÃO DO ARQUEIRO, e não tiveram nenhuma influência externa na escolha do personagem. SERÁ mesmo?

Lembra do post que eu tinha escrito? Lá eu citei a iminência de Felicity e isso se tornou tão absurdo que é assustador. Há tantas coisas sobre essa personagem, mas eu sempre bato o martelo que o maior problema com ela é que DO NADA o Oliver era o amor da vida dela, e vice versa. Não houve construção de relacionamento. Era claramente um atendimento aos inúmeros tweets e post no Tumblr e blogs afins dos fãs. É por isso que quem acompanhou todo o fandom sabe do que eu estou falando. Concordando ou não.

Marc ainda disse que os produtores nunca pensaram em reatar Laurel Lance e Oliver Queen por que a história deles já havia sido contada na primeira e segunda temporada. Eu digo mais, Marc. Laurel Lance e Oliver Queen poderia até estar OK, mas nunca foi contada a história do Arqueiro Verde e da Canário Negro. A Pretty Bird dele. O Ollie dela. Isso é cuspir na cara dos fãs.

A intenção não é ofender quem curte Oliver e Felicity, mas eu queria que ficasse claro os meus sentimentos, por que eu nunca solucei tanto com um personagem. Laurel Lance deserved so much better.

E ainda, não só como amor do Arqueiro Verde, mas como mulher. Uma personagem que passou da namorada traída para uma sobrevivente do alcoolismo não merecia ter uma morte SEM PROPÓSITO. E nada do que digam fará sentido, é tudo muito redundante.

Com tudo isso acontecendo eu ainda fico pensando na atriz. Ela não tem toda a coragem do Ben Mckenzie, por exemplo, que confessou os erros que eles cometeram com a primeira temporada de Gotham, então a Katie corre em círculos. Ás vezes ela diz que ficou feliz com o fim da Laurel, por que ela era muito forte e fez toda a sua trajetória. Ás vezes ela diz que foi um choque saber que Laurel morreria dali a dois episódios. Ás vezes ela vacila e diz que é assim mesmo a gente nunca sabe o que a TV pode fazer.

A gente entende o receio Katie.

Mas eu sempre penso na alegria dela ao descobrir que seria A Canário Negro, e em todo o esforço de tornar a personagem a altura. Em todas as fotos dos treinamentos, e isso me deixa ainda mais chateada.
É sobre isso que eu estou falando.

Fonte: laurelsalexis

Quando eu descobri que isso [se tornar a Canário Negro] estava acontecendo, eu enlouqueci. Por que eu estava tão animada. Eu quis tanto isso. Quero dizer, eu estava muito feliz.

E isso.


Sobre a verdadeira essência do Arqueiro. (eu não sei a origem do vídeo, se souber avisa? grata.) Era tudo o que eu queria ver. Desenvolvimento. E ah, antes que alguém comente (como minha mãe também fez): eles vão ressuscitar ela depois. Não irão. Marc deixou bem claro que não haverá isso, e além disso Nyssa destruiu o último poço de Lázaro. Ele ainda disse que a gente ainda poderá ver Laurel em flashbacks, crossovers e afins. Eu espero que todo mundo concorde que isso não é suficiente.

Eu ainda preciso fazer uma segunda parte sobre esse assunto, mas por enquanto basicamente, é: não construa personagens voláteis, existem os que morrem e os que vivem. Se um herói precisar morrer, toda a história deverá fazer sentido, mesmo que seja doloroso, mas isso tem que ser iminente, como Francis em Reign foi. Não construa um personagem e resolva matar ele por que suas opções de desenvolvimento da série acabaram. Um personagem não merece ser a carta coringa. SENTE E ESCREVA A TEMPORADA DECENTEMENTE. 


Uma última consideração: Andam circulando boatos do rumo que a atriz Katie Cassidy vai tomar, ela mudou a cor do cabelo várias vezes, e pro público ainda é meio complicado entender se ela entrará em crossovers, ainda está gravando flashbacks, ou se os produtores vão tratar ela de outro forma como Canário Negro. Por fim, eu só queria desabafar que a morte na Terra-1 (você assiste The Flash?) foi.apenas.ridícula.

Comente o que você pensa, só se lembre dos bons costumes ok? hahaha Vamos conversar. (:

E ah! Me siga no Tumblr, e no Twitter, é um dos caminhos mais rápidos pra atualização. :))

  



terça-feira, 10 de novembro de 2015

Vamos falar sobre Gotham?

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É uma série baseada nos personagens da DC Comics, que escolheu sob ponto de partida o momento após a morte dos pais de Bruce Waynes, o posteriormente Batman, e isso por si só já era muito perigoso.

Perigoso por dois motivos: 

1. Trabalhar um período de tempo não muito querido e conhecido pelos fãs poderia não trazer a audiência esperada;

2. Uma hora ou outra os fãs poderiam abandonar a série, ou forçar a barra pra que ela progredisse logo e o Batman surgisse. (Um progresso bem longo, por que a Gotham trabalha com o personagem tendo somente doze anos.)

A primeira temporada particularmente, (e eu não costumo sentir isso) foi bem feita, e todos os personagens, vilões ou não, são agradáveis para o público. Mas depois de ler o comentário do Ben Mckenzie sobre por que Gotham não foi tão bem recebida, eu me questionei se isso não era um problema deles terem assistido episódio avulsos (Por que quando você gosta de um episódio, é bem mais fácil assistir o próximo logo do que se perder na data de quando lançará o próximo, ou se esquecer quem era aquele vilão, ou aquele e aquele? Isso é mais fácil na Netflix, por exemplo, por que você tem toda a temporada pronta.)
"Acho que nós cometemos um erro, relativamente cedo, em introduzir um vilão e tentar lidar com ele até o final de um episódio. Capture-os, mande-os para Arkham, faça o que for. Isso foi um erro. Nós nunca deveríamos ter feito isso [...] Foram encomendados 16 [episódios]. Nós teríamos uma pausa e então retornaríamos para concluir a história, mas depois eles pediram mais seis episódios. Tivemos uma outra pausa para depois voltarmos novamente. É difícil para a audiência acompanhar tantas mudanças numa série, no sentido de quando está passando e quando não", ele criticou, acrescentando que é "desafiador" fidelizar um público: Há muita competição por aí [...] O público quer entender quem são esses personagens, viver com eles, sentar com eles e curti-los. Sejam eles bons ou maus, eles são divertidos. Então, é isso que vamos fazer na segunda temporada. Está realmente arrasadora. Acho que é exatamente o que os fãs querem ver". - Via.
Mas entendendo por que a série Gotham não é tão celebrada assim, agora vem os motivos para acompanhar ela.

Contando com o crescimento e amadurecimento (ou psicopatia) dos personagens, ela traz a história de como Gotham sempre foi escura e sombria. James Gordon é detetive e conta com seu companheiro Bullock para solucionar os assassinatos que vão ocorrendo ao longo da história, além de tentar desvendar os assassinos da família Waynes. O público conta com a máfia envolvendo Fish e Pinguim (esse último é um dos melhores), e a corrupção dentro da polícia. Algumas pistas vão sendo dadas em quem cada personagem vai se tornar no futuro, por exemplo, o Edward Nygma é provavelmente o Charada. 

O que eu acho interessante na série é que ela segue a palavra baseada nos personagens da DC, assim ela utiliza desses personagens mas não necessariamente fará as ligações pessoais que os quadrinhos apresentam. (Por exemplo, a Dra. Thompkins se envolve com o Gordon, não com o Alfred, pelo menos não por enquanto) E eles não estão fazendo muita questão de adiantar isso. 

Gotham é boa. É boa até na sua bizarrice, no impossível, e isso torna ela interessante. É um das únicas séries em que eu gosto de todo o elenco, mesmo em seus vilões. 

Atualmente a segunda temporada ainda está sendo transmitida e produzida, mas a olhadela para o oitavo episódio está me deixando louca! Veja só:

 
Acompanha Gotham? Eu demorei tanto pra assistir, e agora estou viciada. *U* Socorro!
 

domingo, 25 de outubro de 2015

(A maravilhosa série): The BlackList.


Via
Red (James Spader) é um fugitivo do FBI, mas então depois de décadas foragido ele resolve se entregar. Ele então revela que possui uma lista com todos os assassinos mais perigosos do mundo (dos quais a polícia nem desconfiava da existência) e que conhece seus paradeiros e planos futuros, e Red está disposto a entregar cada um deles ao FBI. Ele só tem duas condições: se manter livre, e somente trabalhar com a agente de análise de perfis Elizabeth Keen (Megan Boone).

The BlackList já caminha na terceira temporada nos EUA, mas somente agora está ganhando olhares mais atentos pelo público. 

Red tem uma interpretação única. Ele tem o seu estilo discreto, desconfiado, e um olhar que sabe mais do que diz, mas é aos poucos que a gente conhece o seu caráter. Ele também é um anti-herói (daqueles que a gente aprende no ensino médio em literatura), faz milhares de coisas erradas moralmente, mas ao mesmo tempo tem atitudes que a gente fica: meu Deus, ele é amor. E não tem como não amar e torcer pelo personagem, por que eu acho que no fundo ele é do tipo que os fins justificam os meios, e o público entende indiretamente isso. Concordando ou não.

Elizabeth inicia a série com a vida perfeita. Tem um bela casa, um marido bonito, um cachorro e um ótimo emprego. Mas quando Red entra em sua vida, tudo perde os eixos e ela tem que começar a lidar com a verdade de que tudo (tudo) o que ela acreditava ser seu, poderia não ser bem assim. Ela busca a justiça, mas começa a pender para o lado de matar ou morrer cada vez mais que Red entra na sua vida.

Além dos personagens principais, a gente ainda lida com a  (MARAVILHOSA) equipe do FBI. 

MAS CALMA AÍ, eu PRECISO falar sobre a trilha sonora dessa série. (calma.)

O que é aquilo? O que, o que é aquela trilha sonora, gente? Meu Deus do céu. *u*

Só ouçam essa música, e saquem todo o clima de The BlackList:

Saibam que: a série tem sim os pontos fracos (como em qualquer outra), mas ela é diferente, você consegue perceber que ela tem um objetivo a atingir e não vai atendendo ao apelo do público pelo caminho... Enfim. Tenho grandes esperanças para ela, e eu quero muito que o MUNDO conheça essa maravilha. Esses atores merecem reconhecimento. Sério. (:


terça-feira, 1 de setembro de 2015

O assassinato de Roger Ackroyd | Agatha Christie



James Sheppard é médico, e depois que seu amigo, Roger Ackroyd, é assassinado com uma apunhalada nas costas, ele se vê no meio de uma teia de aranha de suspeitos dentro da mansão de Roger, onde na noite do assassinato a família se reunira para um jantar. Á um chamado da sobrinha de Roger, Flora Ackroyd, o detetive Hercule Poirot, agora aposentado, é chamado para junto á polícia local solucionar o caso.


Eu tinha ouvido falar muito (muito mesmo) sobre essa história. E considerando que ela foi escrita em 1926, eu entendo por que ela causou tanto murmurinho. Agatha Christie inova de inúmeras maneiras, desde a maneira como a história é narrada, até a maneira como é solucionada. 

Pra mim, o final desse livro foi tão: WOW, que mais autores deviam aprender que é assim (sem deixar questões abertas, com os pontos certos em enfase, e de maneira inteligente) que se termina uma história. Juro.

Senhoras e senhores, esse é o segundo livro da Agatha Christie em que eu descubro quem é o assassino. (O primeiro foi O Natal de Poirot)


Obrigada, obrigada. :B 


Mas já disse uma vez, e repito: a graça de ler Agatha Christie não se perde nem quando você descobre quem é o assassino, por que o quê da questão ainda está em como ele foi cometido. E é sempre tão mirabolante, que deixa você sem fôlego por alguns minutos.

Não posso contar muita coisa, por que tudo mais seria spoiler, mas leiam esse livro, e depois me conta se você também sabia desde o início quem matou Roger Ackroyd. :D

Editora: Globo
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XO


sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Operação Perfeito | Rachel Joyce

Converse comigo: Faz algum tempo que eu sinto vontade de começar a gravar vídeos, principalmente quando eu não consigo me expressar 100% sobre livros, ou filmes por exemplo, em resenhas. Mas fica a pergunta: seria legal o blog ter um canal? O que você acha? Converse comigo. (:


Depois de A improvável Jornada de Harold Fry, eu fiquei animada para ler Operação Perfeito da mesma autora. Não foi tão premiado como o anterior, mas a ideia de uma adição de tempo me chamou a atenção. Mas também foi uma leitura que eu demorei muito pra começar, primeiro por que eu tava sem grana para livros, e eu não encontrava ele em PDF de jeito algum (exceto o primeiro capítulo cedido pela editora), daí aproveitei uma promoção e FINALMENTE, comecei. Demorei pra começar e pra terminar.



Em 1972, dois segundos foram adicionados no tempo. 

É assim que o livro começa. 
Depois que James amigo de Byron conta que serão adicionados dois segundos no tempo, o garoto fica completamente apavorado sob quais serão as consequências daquilo, por que ele acredita que isso pode mudar o rumo da história.

O grande problema, é que depois que Byron se envolve em um acidente de carro,ele tem a dura responsabilidade de contar para sua mãe que ela atropelou uma criança. O que ele acredita serem consequência da adição no tempo.



A família de Byron é tipicamente inglesa dos anos 70. Sua mãe, Diana, também é mãe de Lucy e casada com Seymour, que só aparece para ficar com eles nos finais de semana. 
Diana é completamente, completamente, submissa ao marido: se veste de acordo com o gosto dele, limpa excessivamente a casa, se encontra em uma roda de amigas sociáveis para manter os bons costumes, enfim. Ela é assim do primeiro ao seu último capítulo, sendo controlada. 

Byron, apesar de ter seus dez anos, é esperto, mas também inseguro, e por isso se vê sempre sob as decisões finais de seu amigo James. 

Depois que Byron percebe que tem que fazer alguma coisa para ajudar a mãe a consertar seu erro, ele pede ajuda a James e os dois juntos montam a Operação Perfeito.

Entre alguns capítulo, também conta-se a história de Jim, um senhor agora de mais de meia idade, que sofre de alguns transtornos compulsivos, e que (é quase óbvio na verdade) se liga com a história dos meninos.

Esse livro mexeu TANTO comigo que quase que essa resenha não sai. Sério. Em parte por que eu tinha grandes expectativas... Na verdade, em toda ela. Depois que eu li A improvável Jornada de Harold Fry, eu entendi que Operação Perfeito poderia ser o mesmo porre em seus 45% de história, mas eu esperava que assim como na primeira história, na segunda a autora se redimisse e desse um final absurdamente memorável. Eu nem ao menos me lembro direito do final de Operação Perfeito. E isso me parte o coração.  É claro que há cenas, na verdade uma em particular que eu não posso comentar por que é BIG spoiler, que ficou guardada comigo pela sensibilidade e delicadeza da cena. Mas talvez a maior verdade seja que Operação Perfeito não me agradou 100% por que houve perguntas não respondidas, e eu odeio isso.

O mais engraçado é que na "orelha" do livro, há comentários de jornais importantes que falam tão bem da história... E a própria capa diz que: "você vai acabar recomendando esse livro para todos que conhece". Não. Na verdade, não mesmo. A improvável Jornada de Harold Fry (e eu preciso comparar, desculpa) com certeza. Esse não. 



Tem questões que eu não aceito o final que foi dado. E algumas tragédias desnecessárias. Sem falar no Jim, que eu passei todo o livro acreditando ser uma pessoa, e na verdade não era. Urgh!


Enfim! Eu FINALMENTE terminei esse livro, depois de quase ou mais de um mês (e ele só tem 300 páginas). E eu ainda digo que ele só não entra para a minha lista de decepções, por causa daquela cena em particular. :~



Editora: SUMA de Letras.

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Você conhecia Operação Perfeito? Ou a outra obra da Rachel? Converse comigo! :))

XO





quinta-feira, 14 de maio de 2015

A improvável Jornada de Harold Fry | Rachel Joyce (em PDF)

Um pequeno e breve aviso: Desde a resenha do livro Orgulho e Preconceito, todas as minhas próximas resenhas serão em PDF. Por quê? Por quê? Bom, a grana anda curta, mas a minha sede por leitura, nunca. Por isso o meio mais fácil de continuar lendo é por PDF. (:

Quando eu comecei com essa história, eu realmente esperava que ela fosse inspiradora, tanto pelo título como pela sinopse em si.


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Inglaterra. Harold é um senhor, casado com Maureen e pai de David. Ele agora vive só com a esposa e os dois lidam dia a dia com as imperfeições e mágoas do passado particulares. Um dia, Harold recebe uma carta de uma velha amiga, em que anuncia que está doente mas que deseja tudo de bom para ele. Quando Harold sai de casa para postar a resposta á carta, ele acaba decidindo que por erros do passado deve ir encontrar Queenie, e que fará isso, não de carro, nem de ônibus, nem com qualquer meio de transporte tradicional, mas a pé.
E é nessa caminhada que ele reflete sobre sua vida, e conhece pessoas peculiares, pessoas essas que até podem parecer triviais, mas que acima de tudo, cada uma delas carrega dentro de si tristezas e alegrias, quando ninguém mais dava nada por elas.


Via
De cara, o Sr. Harold me lembrou muito o  Sr. Fredericksen de "Up! Altas Aventuras", e a minha referência da Maureen (sua esposa) também foi da Ellie, (só fisicamente, por que ambos tem histórias bem distintas) mas provavelmente isso aconteceu por que eu não tinha o costume de ler muitas histórias em que um senhor de idade é o protagonista (sabe, Sherlock ou Poirot são diferentes...). Mas ao decorrer das páginas, o Harold toma novas formas, ele oscila muito entre um senhor de idade e uma criança de 10 anos. Não por que esteja doente, ou coisa do tipo, mas por que a escrita da Rachel é peculiar, e ela trabalha muito bem o passado e presente do personagem, e você nem percebe que não está mais na mesma linha cronológica, e nem que voltou a ela.


Via
Todos os inícios de capítulos tem uma ilustraçãozinha, que resume com delicadeza o capítulo. E logo quando eu estava sentindo a falta de uma mapa da Jornada do Harold, eu descobri que no final tem a gravura ao lado.

É impressionante o quanto o livro é denso no seu assunto. Por mais que ele seja "fino" em questão de páginas, eu não conseguia ler muito em um dia só, por que ele me consumia muito, e eu me senti sufocada por todos aqueles sentimentos. O modo como uma paisagem, uma comida, ou um gesto qualquer, por exemplo, despertavam lembranças nos personagens, acabou atingindo a minha vida duplamente, e eu chegava a sonhar, ou em me perder em lembranças da minha vida, assim como o livro. Ele é absurdamente humano. Absurdamente excesso em sentimentos. Me identifiquei com o Harold de várias maneiras, em como por exemplo ele se via sem jeito, com vergonha, quando um sem noção falava coisas intimas para ele. Harold é completamente humano, o modo como ele reflete os seus erros e sofre com isso é triste, ou como quando ele se enche de esperanças quando está quase desistindo é animador, e é isso que nos aproxima do personagem, ele sobe e desce como uma montanha russa, e como a vida real.

O livro é perfeito? Não. Ele pode ser maçante, até por conta das sucessivas repetições da caminhada do personagem. Mas ele não chega a ser chato. Com duas ou três páginas por dia, ou com um capítulo a cada dia, você consegue e quer terminar a leitura, quer entender o por que de tal e tal personagem agir assim, e sem querer se envolve com todos eles, quer o bem a todos, e não odeia nenhum. Nenhum mesmo. Mesmo quando parece que aquele personagem é um porre, ele não é. 


Via
O último livro em que eu chorei (e o primeiro também) foi Eleanor e Park, e bom... A improvável Jornada de Harold Fry também entra na lista. MEU DEUS DO CÉU, como ele é triste. Chorei confesso, me emocionei várias e várias vezes e fiquei muito feliz por ter tido espaço no final para rir. Ele foi tão simples, mas de uma importância tão grande para a história e para os personagens, que acabou se tornando especial para mim.

Via
É realmente um livro oito ou oitenta: você pode realmente amá-lo ou realmente odiá-lo. Pessoalmente, valeu a pena a demora para ler (até por que eu só demorei tanto por que ele é muito denso nos sentimentos), no final a gente fica com uma esperança e força de vontade de fazer as coisas nas nossas vidas certas e sem medo.



"A Improvável Jornada de Harold Fry" foi vencedor do britânico National Book Award na categoria de melhor livro de estreia e finalista do prestigiado Man Booker Prize.


Editora: Suma Letras

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Orgulho e Preconceito | Jane Austen (em PDF)


Yey! FINALMENTE, depois de longos 19 anos, eu consegui ler Orgulho e Preconceito (só que em pdf, pois é). Toda essa demora é calculada em muitos fatores, mas principalmente por que eu sempre colocava outro livros na frente da compra. Mas enfim eu consegui. Agradeço imensamente por essas pessoas que disponibilizam os pdf's dessas obras na internet, ainda mais traduzido (por que é mais comum você encontrar eles legalmente em inglês).


Sempre quando eu pego uma obra da Austen nas mãos eu sinto que deveria também estar com um mapa ao meu lado.  Austen era britânica e muito nacionalista. Ela amava a Inglaterra, e fala de cada cidade como se fosse comum aos olhos de todo o leitor. Pode ser talvez que a moça nunca tivesse a dimensão de até onde os seus escritos iriam, e pensasse que somente alguns leitores ingleses o leriam. Por isso, ouvir falar de tal e tal cidade não é tão íntimo para quem não o conhece.



Conta-se a história da família Bennet. Elizabeth, Jane, Mary, Lydia e Kitty são irmãs e Mrs. Bennet e Mr. Bennet os pais. Basicamente o livro se concentra na preocupação que a mãe das meninas tem em encontrar um marido para cada uma das filhas o mais rápido possível, e desde que isso envolva grandes vantagens, como dinheiro, casa e título. Lydia e Kitty são as mais assanhadinhas para que isso aconteça, embora Kitty esteja sempre sendo persuadida pela irmã. Elas tem um enorme interesse nos homens oficiais e nunca perdem a oportunidade de ir até a cidade para os encontrarem. Mary estuda piano e é reservada, a autora não entra muita nos conflitos dela. Elizabeth e Jane são as irmãs mais velhas e amigas mais próximas. Elizabeth é... volúvel. É ela quem cresce com o decorrer da história, quem aprende, erra, sofre, e ama. Jane é mais quieta, embora ela sofra com os seus conflitos, não toma muitas ações e nem abre muito a boca para tentar corrigir coisa alguma. Ela também `e incapaz de pensar mau das pessoas. Elas são de longe as personagens mais íntimas (e talvez) prediletas da autora.
Mr. Bennet, o pai, é reservado e deixa as filhas muito "a soltas", mas as ama profundamente tanto quanto sua mulher, ao ponto de tolerar todos os seus chiliques. Mrs. Bennet é louca, ambiciosa, e tenta sempre encontrar uma desculpa pra os erros de suas filhas mais novas, Lydia e Kitty.

É sob esses personagens que Austen desenrola a história. E como em todas, o livro é repleto de bailes. (Parece que essa era a principal diversão naquela época.) E são nesses que Jane conhece Bingley e Elizabeth conhece Darcy.



Ao contrário de Jane e Bingley que se apaixonam instantaneamente, Darcy e Elizabeth tem os seus conflitos. Embora ele pouco fale, ela o acha inconveniente, mesquinho e o detesta ainda mais quando descobre por meio de um rapaz, Wickham, que Darcy cometeu contra ele a maior de todas as injustiças, sendo portanto, visto como um homem sem qualquer moral. Já para Darcy, Elizabeth chama a sua atenção por não querer sempre o agradar.

Elizabeth se deixa levar pelos pensamentos e crenças dos outros muito facilmente. Por isso ela é o "Preconceito" do livro. Ela se sente atraída por Wickham, unicamente, por que ele sorri belamente, é educado, e por que sofreu nas mãos de Darcy. (isso me chocou, confesso.)
Darcy é qualificado desde o início como "Orgulhoso", seja por sua muito estima por sua família, e seu título, seja por suas palavras grosseiras e ações indiferentes.





Essa é basicamente o tema do livro: em como os atos de outras pessoas podem ser facilmente levados erroneamente  sem que a gente saiba o lado de ambas as partes. Sem contar que a Austen mostra de maneiras bem sutis (e acho que isso está em todas as suas obras) em como uma sociedade pode ser fútil, egoísta, mesquinhas, mas também que nem tudo é o que parece ser, e ás vezes algumas pessoas podem ter certas razões para agir de tal ou tal modo.



É um livro delicioso de ler. Eu demorei acho, que uma ou duas semanas, mas também por que sempre acontecia alguma coisa pra atrapalhar, (tinha vezes que eu ficava meia hora tentando interpretar uma parágrafo de cinco linhas hahaha) só que mesmo assim foi leve e fluída, as horas passavam muito rápidas, e todos os personagens amáveis são amáveis e os odiáveis são odiáveis mesmo. Não tem o vilão que a gente ama, nem o mocinho que a gente odeia, sabe?
Eu gostei muito do final, principalmente por que a Austen se mostrou mais na escrita, em que era ela que estava ali, ela estava mais pessoal, e isso quase me fez sentir do lado dela. (: (ás vezes eu me perguntava se a personagem Jane não teria alguma coisa escondida da autora. É esquisito para um autor colocar o seu nome de um personagem na história, então se ela colocou será que entrelinhou alguma verdade? hehe)

Falando do filme: assisti pela terceira vez e chorei confesso. É uma obra muito bem feita. Em toda a minha leitura do livro eu vi (sério) a Keira como a Elizabeth, ou o Matthew como o Darcy; a família Bennet em peso tinha uma personalidade muito fiel entre filme e livro. Todos os personagens do filme foram muito bem interpretados e eu aplaudo de pé!
Ao contrário do filme, que desenrola os acontecimentos muito e muito rápido, no livro a autora se prolonga mais com os fatos, como por exemplo quando a Lydia foge com o Wickham, isso dura longos capítulos, e ela descreve extensamente a dor dos pais, e todas as viagens que tal e tal personagem fazia para tentar encontrar os fugitivos. Mas ainda assim eu entendo que é uma obra baseada em outra obra, não dá pra ser de todo fiel. (Eu só queria que a cena alternativa do filme americano tivesse permanecido. :/ Ingleses... Por que sempre tão certinhos? hehe)


Orgulho e Preconceito tem 335 páginas, e foi escrito em 1813.
Editora: Abril
Digitalização e Revisão (do arquivo): Vick
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Anexos | Rainbow Rowell



Eu não sei nem por onde começar. Talvez dizendo que, Anexos é, absolutamente engraçado, e inspirador. Tive a impressão de ver marcas pessoais da autora Rainbow Rowell nos personagens, e acho que isso acontece na verdade o tempo inteiro quando ela discute gostos musicais, ou quando o Lincoln jogava D&D com os amigos.

(Eu já tinha comentado sucintamente neste post, que Anexos era um dos meus "mais mais" do ano (eu realmente me decidi que iria lê-lo logo), então quem viu este artigo, sabe mais ou menos do que se tratava.)

Lincoln é um cara. Avá. Perfeitamente perfeito até mesmo em suas imperfeições. Nossa. Ele tem quase 30 anos, mas é totalmente reprimido com os seus sentimentos, ao ponto de não olhar nos olhos de mulheres desconhecidas por medo do julgamento delas, e isso torna ele perfeito em suas imperfeições, por que... Chega muito próximos dos nossos sentimentos, digo, eles chegam a ser reais e não uma coisa impossível de acontecer, sabe? Bom, depois de sair da faculdade e de passar por um trauma amoroso, o cara volta a morar com a sua mãe, que é basicamente mãezona-controladora. Ele então arranja um emprego noturno em um jornal, só que: ele achava que iria trabalhar como Segurança de Internet, mas na verdade a sua principal função é ler o e-mail dos funcionários, e delatar aqueles que infringem as regras, com assuntos de pornografia, ou pôquer, por exemplo. Ele basicamente ODEIA esse serviço. Sério. O Lincoln não gosta de invadir a privacidade das pessoas, e lendo seus e-mails é assim que ele se sente.

Todos os e-mails suspeitos vão para um filtro chamado WebShark, e é lá que ele acaba se deparando com a troca de mensagens entre duas mulheres, a Jennifer e a Beth. As duas forçosamente jogam palavras que julgam suspeitas, mas elas nunca realmente falam desses assuntos. E é lendo as mensagens das amigas que o Lincoln acaba se apaixonando por... uma delas.

Tudo o que a gente sabe sobre a Jennifer ou a Beth é pelos e-mails. Não há espaço, pelo menos em 98% do livro, na narrativa da autora sob as duas personagens. E em todos os e-mails que aparecem na história é o momento em que a gente se sente como o Lincoln se sente: por que é nesse momento que ele também tem conhecimento dos anexos.

Esses e-mails são, meu Deus, hilários. Sério, tinha momentos em que eu me debruçava de rir, uma por que eram sem noção, e dois por que eu me identificava com alguns trechos e ria da situação irmã;

Jennifer e Beth são incríveis, e elas me lembram muito a minha época de troca de conversas na internet no Messenger. O jeito como uma trata a outra, acabou me dando muita, muita mesmo, nostalgia. E isso quase se tornou dolorido, por que eu estou naquele fase: "cara, eu preciso de uma amizade assim". 

Jennifer trabalha na revisão, e Beth é repórter. E dela é que eu tiro a conclusão de trechos pessoais, por que a própria autora Rainbow é ex-repórter. (Então, será que tudo o que ela diz que é trabalhar num jornal, é verdade? wow.) 

O livro se encaixa em três pontos importantes: Na decisão que o Lincoln deverá tomar em relação ao seu passado amoroso; No bug do milênio, que foi um acontecimento importante que aconteceu nos anos 90 quando os programadores e as pessoas em geral que trabalhavam nisso tiveram com  o medo de que seus servidores pifassem quando o ano se tornasse 00, e isso acontece na história e é legal por que além dos diálogos nostálgicos de uma era que tinha muito medo dos computadores,  dá a sensação de que algo importante pode acontecer quando o ano virar; e por último na sofrida decisão que o Lincoln vai tomar sobre a sua amada. Por que, [...] no momento em que Lincoln percebe que está se envolvendo, tudo indica que já é tarde demais para se apresentar. Afinal, o que ele diria...?


A autora permanece com linhas características de Eleanor e Park, por exemplo em suas inúmeras citações musicais, seu vocabulário geek, tanto que isso até me confundia ás vezes. (Por que... bom eu não conheço todos os jogos de vídeo game do mundo, né?)

Quanto a tradução: ela foi BEM melhor que Eleanor e Park, mas ainda há trechinhos confusos, mas nada que impeça a leitura.
Quanto a qualidade do livro ele veio quase com a mesma edição. Na diagramação em si. As páginas não vieram manchadas como em Eleanor em Park, e exceto a minha capa que chegou eventualmente amassada na ponta, ele estava em perfeitas condições.

Eu descobri que a autora faz playlist de todos os seus livros (gente, isso é incrível), ou seja, todas as citações musicais dessa obra e de todas as outras, o leitor não precisa se preocupar em marcar pra ouvir depois, ele pode encontrar no arquivo que a Rainbow faz. <3  No próximos post, eu vou mostrar algumas dessas músicas, e mostrar também coisas amorzinhos que eu descobri dessa moça que é agora minha autora favorita!

(Essa é provavelmente minha maior resenha, mas é por que eu tinha muita coisa pra contar, e por que o livro é realmente muito bom!)



Editora: Novo Século
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A mansão Hollow | Agatha Christie

Ganhei "A mansão Hollow" e "O homem do Terno Marrom" de presentes de um amigo. Porém, como era um livro usado, e ele tinha conseguido na biblioteca da nossa escola (hehe), "A mansão Hollow" estava em péssimas condições. :/
As folhas amareladas, a capa se soltando... um desastre! Mas, eu consegui fazer a leitura do livro mesmo assim, e vou contar o que se pode esperar de mais uma leitura da Agatha Christie.

Via


A história se concentra na Mansão Hollow que é habitada por um casal de idade muito ricos: Lucy e Henry. Eles costumam convidar seus parentes mais próximos para passarem os finais de semana em sua Mansão, já que se orgulham de seu luxo. Porém, em uma manhã John Christow, um dos convidados, é encontrado morto na piscina da família, e sua mulher Gerda Christow está na cena do crime com uma arma apontada para ele. Quando Hercule Poirot, vizinho da Mansão chega na casa, também convidado para um almoço (mas não em família) ele acaba se vendo envolvido em descobrir se aquela cena de crime é o que parece, ou se há algo que estão tentando esconder de seus bigodes apurados pela verdade.

Essa história é diferente por vários motivos. Um deles é que realmente parece um romance policial. Explico. Nunca tinha lido nenhuma história da Agatha em que ela se envolvesse com os sentimentos e o psicológico dos personagens. E é isso o que acontecesse. Mais do que tentar montar uma cena de crime, ou desvendar ela, a Agatha conta como cada personagem é intimamente. Ao ponto de que eu não conseguia entender porque todos sofriam com a morte do John, e tentavam desenhar ele como um homem bom (e até a própria autora tenta fazer isso) quando 120 páginas atrás, o personagem era rude e traidor. Sabe? São características para mim que deveriam ser vistas como negativas, e que os personagens parecem se esquecer ou aceitar, como parece que aceitam...

Lucy e Henry são os típicos casais de milionários. Lucy é absolutamente louca, e como o próprio início da história é partindo dela, ele chega a ser confuso por que ela é confusa. Entende? Lucy é mais forte do que parece e mais esperta do que todos naquela Mansão.

Henry é o marido que sabe de tudo o que acontece ao seu redor mas não move uma palha pelo o que acha certo. Não ouve nem sabe de nada, sabe?

Fora da Mansão, ainda existem Edward, David, Midge e Henrietta, aparentemente primos. Digo aparentemente, por que essa coisa de família não fica ficou muito claro. Ela não se preocupa em dizer quem é filho ou primo de quem. Porém, ambos esses personagens são fortes, tem um psicológico muito bem planejado e todas as suas ações podem enganar o leitor.

Os empregados da Mansão Hollow também são clássicos. São fiéis aos patrões, e fazem de tudo para os deixarem felizes, inclusive o velho e clichê mordomo.
Para investigar o caso, além de Hercule Poirot, há o inspetor Grange. Este é oficialmente o inspetor do caso, já que Poirot só dá o ar da sua graça e inteligencia. 


As minhas considerações finais sobre o livro? Gente, esse livro pode ser absolutamente esperado, como o inesperado também acontece. A Agatha brinca com a mente do leitor O LIVRO INTEIRO, você pode até desconfiar de tal ou tal personagem, mas quer chegar as páginas finais por que sente que há alguma coisa que não foi lhe dita...
Então, sim, eu gosto de sofrer então amei esse livro. hahaha O clímax do mistério para mim se tornou digno de aplausos. É definitivamente um livro clássico de detetive.

Aliás, eu pareço estar em uma maratona Agatha Christie, não? hehe

* E ah, essa edição é bem antiga, de 1986 se estou certa. Mas há versões mais novas também. Dessa minha edição, a capa mistura elementos da história, mas é exatamente o que acontece, ok? Ela é realmente estranha. O.o

Editora: Circulo do Livro S.A
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